23.1.06

"Le metro...le boulot...puis dodo.A Paris, à Rome ou à Saint Lieu prenez le temps de vivre heureux" Paul Valéry



A vida do parisiense commun é fatalmente pautada pelo metro. Todas as manhas um percurso mecânico e automatico, em que jà nao se olha nem para as saidas, nem para as indicaçoes, nem para as pessoas. Limitamo-nos a seguir os nossos proprios passos. Horas de transporte em que a consciência esta ausente, em que so ouvimos o apito insuportavél de cada vez que fecham as portas da carruagem. Somos apenas um no meio deste grande rebanho, massa indiferenciada caminhando para a alienaçao.

Nao se pode cair no dominio do metro, até porque esta viagem pode e deve ser mais do que um tempo morto. E a altura em que um sorriso de alguém, a simpatia de outro passageiro, a expressao de agradecimento da senhora a quem damos o lugar ou a beleza da rapariga que se sentou à nossa frente ganham todo o sentido. Momentos efémeros a que aprendemos a dar o devido valor, num quotidiano cada vez mais cinzento e utilitario. E preciso humanizar, mesmo nos "tempos mortos" senao tudo perde o sentido. Assim, fico contente se houver uma troca de sorrisos, se puder admirar uma rapariga, se houver um olhar cumplice...

1 commentaire:

Anonyme a dit…

para mim é sudoko