28.3.06

La Vie en Rose

Alguns dias atrás.

Finalmente, o dia em que volto a Paris. Tudo me espera aí, os seus edifícios, os seus jardins, a sua beleza, o seu frio, a sua arte, o seu charme.

(Non, rien de...)
Senhores passageiros, welcome aborde, estamos a descer em direcção a Paris, apertem os vossos cintos, e permitam-me desejar, do vosso comandante, uma fantástica estadia nessa maravilhosa localidade, cidade do romance. Merci e aue revoirr.
(rien... non je ne regrette rien...)

Já percorro os corredores do aeroporto, já sinto os meus pés nesse solo diferente, sempre plano, já imagino o horizonte que nos acompanha por onde quer que andemos em Paris.

Ó Sophie, qual é que era a tua valise?

Entro no táxi, num parisien, com o seu típico motorista de óculos e costas direitas, fato e gravata, a conduzir calmamente, já nos arrondissements, dentro da luz da cidade, do seu movimento, das mercearias que se acotovelam com os transeuntes, dos cruzamentos que nos chamam para cada um dos lados...

Atão é no trente-cinq que fica o senhor, donc?

E depois deste novo dia de trabalho, rodeado das imagens dos nossos filmes, depois da leitura obrigatória do Pariscope, já a caminho do métro e das suas carruagens que parecem antigas e do requinte das suas portas, passando por baixo destas árvores nuas, em breve recheadas de folhas dançantes filhas da Primavera, prolonga-se o suspiro que deixamos nesta cidade, que encontramos sempre após voltar, em cada esquina, em cada placa.

Vai tira lá a fótó, tudo debaixo da Avenue des Portugais, bóra!

E à noite, no café, mais um serão de conversas que sonham, por chávenas que nos aquecem e que alimentam o desejo de ficar para sempre, pelos sítios que nos esperam, pelas histórias que encontramos...

Nélson, mete lá o Banfica e traz tremoço. Putain, já tamos a perdere?

Non, rien de rien...

2 commentaires:

Anonyme a dit…

NSU - 4efer, 5210 - rulez

Anonyme a dit…

NSU - 4efer, 5210 - rulez